domingo, 29 de abril de 2012

A fórmula perfeita para implantar um novo controle

Muitas vezes tomamos conhecimento de uma sistemática que pode beneficiar o dia a dia profissional por acaso. Logo surge o desejo ou a necessidade de implantá-la em nosso processo produtivo, o que normalmente esbarra com a rejeição das pessoas envolvidas. O que fazer? Qual é a fórmula que as empresas adotam para obter sucesso? É necessário seguir algumas etapas e a primeira delas deve ser assumida pelo principal interessado no assunto. Ou seja, você.

Conhecimento - Conhecer não é apenas ter uma vaga noção dos resultados apresentados em outra empresa, mas colher informações profundas sobre a metodologia. Invista o tempo que for preciso neste propósito, que pode ter início com uma conversa com o empresário ou responsável pela implantação da sistemática. Saiba como tudo aconteceu. Talvez seja necessário ler um livro ou participar de um treinamento em busca de mais subsídios e, neste caso, aproveite e convide alguns colaboradores para acompanhá-lo. Mas lembre-se: sua participação é indispensável. Tão logo você possua todas as informações e esteja convicto de que a metodologia é importante e vai trazer benefícios para a empresa vá para o segundo passo.

Planejamento - Planeje com detalhes a implantação da sistemática e se houver necessidade contrate um profissional para auxiliá-lo. Identifique as dificuldades a ser vencidas, indique o responsável de cada etapa e defina prazos.

Parceria - Venda as ideias de forma positiva para conquistar colaboradores parceiros, ao invés de colaboradores adversários, o que é bastante comum. Demonstre claramente os benefícios que deverão ser conquistados com o envolvimento de todos. Antecipe a possibilidade de surgirem dificuldades e cultive a união de todos como antídoto para enfrentar as tempestades. Crie o hábito, durante e após a implantação, de promover reuniões de reavaliação da metodologia e também dos resultados conquistados. Explicite o contentamento pelas etapas vencidas e, acima de tudo, valorize a equipe.

Na minha empresa contábil foi testada a base da metodologia de precificação e controle dos serviços contábeis, que depois se transformou no software “PC Contábil” e no livro “Honorário Contábeis”, editado e comercializado em parceira com o Sescap-PR.   O sucesso deste trabalho só foi possível graças ao empenho dos colaboradores da Dygran Contabilidade em aceitar o desafio. Todos se tornaram grandes parceiros, motivo pelo qual registro aqui o meu agradecimento.

domingo, 22 de abril de 2012

Preço justo com base no tempo aplicado


O reduzido número de profissionais habilitados ao exercício da atividade contábil em um passado não muito distante era proporcional à concorrência, também pequena. O valor do honorário era definido de forma simplista, mas certamente proporcionava alta rentabilidade. Ambos os fenômenos ocorreram em outras áreas.

Na indústria gráfica, por exemplo, o preço de venda dos impressos era definido por um cálculo muito limitado: o valor investido com papel era multiplicado por dois. Todos os outros custos, como mão de obra, eram desconsiderados. Ainda assim o empreendedor obtinha lucro, pois a evolução patrimonial de alguns empresários do setor era visível. Não havia necessidade de analisar outros custos, pois a margem era elevada.

O aumento da concorrência verificado nos últimos anos oferta serviços a preços bastante baixos para conquistar parte do mercado, o que impede a aplicação de fórmulas simplistas para definir com precisão o valor dos honorários. Há necessidade de aprimorar o cálculo e considerar todos os custos envolvidos. A evolução faz parte do crescimento profissional em qualquer setor.

Veja o caso do jogador de futebol que é um exímio cobrador de faltas. Para continuar sendo reconhecido como tal o atleta treina diariamente buscando aprimorar a mira e fazer o gol, caso contrário, outros o engolirão. O mesmo ocorre com o empresário da contabilidade. Por isso é necessário analisar detalhadamente cada tarefa para aprimorar a execução e encontrar o preço justo, ou seja, fazer o gol. O preço justo a ser aplicado – e isso vale para todas as profissões - não é aquele que o cliente deseja pagar, mas o que garante a rentabilidade e a continuação do negócio. Sem retorno positivo qualquer empresa pode deixar de existir.

O fator tempo é a nossa sugestão para apurar o custo e formar o preço de venda. No entanto, como já escrevemos em outros artigos, há mais fatores que devem ser aplicados em conjunto na definição do preço de venda: o valor aplicado pela concorrência e o percebido pelo cliente.

Então, para calcular o valor do honorário lembre-se de definir o lucro líquido desejado e apurar o preço de venda da hora trabalhada da empresa para encontrar a quantidade de horas aplicadas em cada cliente. Por fim, para conhecer o valor do honorário com rentabilidade, multiplique o valor da hora pelo tempo. A utilização de um software específico o auxiliará nesta tarefa.

Difícil? Basta apenas conhecer a metodologia, ser disciplinado e ter persistência para conquistar resultados positivos.

Gilmar Duarte
Autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado.”
22/04/2012

domingo, 15 de abril de 2012

O peso da despesa fixa na precificação e maximização do lucro


Gastos, custos ou despesas são termos amplamente utilizados no cotidiano do empresário, especialmente se ele é o responsável pela precificação dos produtos, mercadorias ou serviços.

Embora façam parte do dia a dia empresarial ainda há quem faça confusão entre os distintos significados. Vejamos:

Gasto: é todo o dispêndio financeiro. É o valor desembolsado sem qualquer tipo de retorno financeiro, como, por exemplo, um investimento. Dependendo do processo da depreciação, o gasto pode transformar-se em despesa ou custo.

Custo: são gastos efetuados e aplicados na elaboração de serviços ou produtos. No comércio, destinam-se à aquisição de mercadorias. Já na indústria e na prestação de serviços, são classificados como custos a mão de obra direta, a matéria-prima e demais insumos aplicados no produto ou serviço.

Despesa: é o gasto não aplicado no produto que passa a ser frequente. Em outras palavras, são todos os gastos frequentes que não estão incorporados no produto, mercadoria ou serviço. No caso de uma empresa prestadora de serviços de contabilidade, os valores pagos de água, energia elétrica, assinatura de jornais e revistas, combustível para veículos, salário e encargos da secretária, manutenção dos veículos, telefone, internet, seguro, aluguel e manutenção do software são consideradas despesas fixas. É importante frisar que, dependendo de cada empresa e também da forma da aplicação da metodologia de precificação, a classificação dos valores pode variar entre despesa ou custo.

A despesa fixa normalmente não contribui em nada para o aumento ou redução das vendas, nem mesmo para a qualidade do produto, mercadoria ou serviço. Quanto menos este item representar sobre o faturamento, melhor.

Uma empresa pode funcionar sem despesas fixas? Seria muito bom, mas é praticamente impossível. Elas são necessárias ao bom andamento do negócio. O possível de ser feito para não comprometer a rentabilidade é reduzi-las ao máximo em relação ao faturamento. Quando não conseguir reduzir o valor financeiro, a alternativa é mantê-las fixas e aumentar o faturamento.

Gilmar Duarte (15/04/2012)

domingo, 8 de abril de 2012

O que você acha de escrever um livro?


 
A maior parte das pessoas é capaz de disseminar ideias verbalmente com facilidade  e muita riqueza de detalhes. Em alguns casos, se a exposição do pensamento não for interrompida e um gravador estiver próximo, é possível escrever um livro.

Por que, então, há tanta dificuldade para escrever? E não apenas um livro, mas uma carta, uma mensagem, um relatório. Talvez o primeiro e maior empecilho seja o medo de se expor, pois as palavras ditas são levadas pelo vento, enquanto a palavra escrita ganha status de prova – contra você.

A simples solicitação de um relatório é motivo para empurrar a demanda ao colega mais próximo, que acaba assumindo a tarefa. E aí vem a parte ingrata. Imediatamente após o trabalho concluído começam as críticas, normalmente – e felizmente - apenas verbais, mas por vezes em tom desrespeitoso com aquele que aceitou a missão que ninguém queria.

De acordo o estudo de pesquisa do IBGE, realizado por entidades do livro em 2002 e 2003, apenas 7,47% da população adquiriu livros não didáticos, compra que representou 0,005% da renda familiar. Em outro estudo, de 2011, apurou-se que apenas metade da população brasileira pode ser considerada leitora. Finalmente, o resultado: o brasileiro lê apenas quatro livros por ano.

A pouca leitura dificulta a boa escrita. Ler mais, eliminar o medo de se expor, escolher um tema que agrade, pesquisar o que outras pessoas já escreveram acerca deste tema e colocar as ideias no papel é o caminho para aprimorar o conhecimento. Num futuro próximo, sem muita pretensão, você poderá estar lançando um livro e deixando uma pequena marca para as próximas gerações.

Publiquei em março o livro “Honorários Contábeis”, que trouxe muita felicidade para mim, pois aprendi muito com a experiência e realizei mais um sonho.

Experimente.

Gilmar Duarte (08/04/2012)

Saiba mais sobre a pesquisa citada em www.prolivro.org.br

domingo, 1 de abril de 2012

Não dê nada de graça a ninguém - exija sempre algo em troca


Há várias maneiras de definir o preço de um serviço ou produto. Para seguir com a metodologia que será aqui explanada é fundamental ter a certeza que o critério adotado para a precificação é confiável e lucratividade justa. Fórmulas desconhecidas ou ausência de metodologia aprovada são ineficazes para negociar de maneira coerente.
Critério confiável é aquele cujo método comprovado por estudos permite aplicar todos os custos e forma adequada para ratear as despesas fixas. A justa lucratividade deve ser pesquisada, pois pode ser diferente para cada ramo de atividade. Sugiro, aos que ainda não fizeram, participar em cursos de formação do preço de venda.
É sabido que boas compras se traduzem em melhor rentabilidade. Certos clientes, mesmo tendo a precificação adequada, tentarão tirar o máximo de desconto possível. Alguns destes utilizam técnicas de compras tão inflexíveis que parecem preferir trocar de fornecedor se o preço proposto for negado. Estas situações acabam de três maneiras: o cliente chora bastante e paga o desejado; você o convence de que o preço cobrado pelo serviço ou produto é justo; ou não acontece a negociação.
Não dê nada de graça a ninguém, pois esta atitude irá lhe desvalorizar. Reflita:
  • O pai que sempre dá ao filho tudo o que ele quer para poupá-lo do sofrimento e frustração terá essa atitude reconhecida no futuro?
  •  O funcionário que sempre foi ajudado pelo empregador com empréstimos elástico e sem juros e benefícios dos quais não foi merecedor irá reconhecer?
  •  Até que ponto é positivo para o Brasil e para as pessoas que recebem gratuitamente benefícios tais como Bolsa Família, Bolsa Escola e Seguro Desemprego?
  • O cliente que solicita serviços acessórios tais como Decore, preenchimento de cadastros para financiamento e elaboração de contratos, entre outros, sem pagar por eles, será que se sente digno de um favor e fica agradecido ou simplesmente considera que o serviço faz parte do honorário mensal?
Cabe a você, após definido o preço, avaliar a possibilidade de praticar um desconto ou ceder o serviço. Qualquer que seja a escolha esclareça o motivo e exija algo em troca. Por exemplo, se a empresa presta serviços de contabilidade verifique algo que o cliente não desempenha a contento e cobre a melhor execução. Nos casos em que é inviável prestar o serviço pelo preço sugerido pelo cliente aprenda a dizer que não é possível fazer. E não faça.

Gilmar Duarte (01/04/2012)

domingo, 25 de março de 2012

Erros do passado prejudicam ações no presente


Devido a ganância de muitos empresários que queriam aumentar a lucratividade de seus negócios a qualquer preço e ao receio de contadores em perder o cliente, muita coisa foi feita de forma errada. Isso desgastou a imagem dos empresários, tratando como se todos fossem sonegadores e sabemos que isto não é verdade. Também ficou arranhada a imagem do contador devido a ação de alguns que foram coniventes com as atitudes inescrupulosas e outros por prestar serviços de baixa qualidade.

Há contadores que ficaram muito focados na prestação de serviços que atendam somente às obrigações fiscais. Serviços esses que normalmente não são valorizados pelo cliente e obviamente não há reconhecimento financeiro, ocasionando a disposição para pagar o mínimo possível.

Você sabia que a primeira profissão regulamenta no Brasil foi a de contador e aconteceu em 1870, através do Decreto Imperial 4475? Pois é, uma profissão que tem uma longa e linda história não pode permitir que fique na lembrança apenas o fato desastroso provocado por alguns mal profissionais.

Hoje grande parcela dos contadores recebe o reconhecimento de empresário contábil pelas ações que o distinguem:
                Atualização constante, que o capacita a prestar serviços com zelo, lisura e segurança;
                Transforma seus negócios em empresa contábil qualificada;
                Oferta novos serviços aos clientes, tais como: consultoria, assessoria e tantos outros que contribuem para a geração de informações para a tomada de decisões gerenciais;
                Nega-se a prestar serviços, mesmo com oferta financeira alta, que contribuem com a sonegação fiscal;
                Precifica os serviços com margens justas e demonstra com clareza ao cliente.

Orgulho-me muito pela profissão que escolhi, pois nenhuma outra proporciona a condição da facilidade na administração de empresa, exatamente pela destreza com que temos de gerar informações e interpretá-las. Minha filha, que hoje está com 19 anos, depois de pensar muito e analisar diversas profissões, decidiu tornar-se contadora e já está cursando o segundo ano na faculdade.
Agora só depende da classe contábil continuar investindo em nos mesmo e na equipe de trabalho. Proporcionar treinamento na área de legislação e atendimento é fundamental. Oferte ao cliente serviços que contribuam de forma ética para a gestão das empresas.
Assim com certeza conquistaremos a confiança da sociedade e o reconhecimento merecido.

Gilmar Duarte (25/03/2012)

domingo, 18 de março de 2012

São tantos serviços para fazer que não tenho tempo para administrar


São tantos afazeres no dia a dia de um empresário, tarefas rotineiras que muitas vezes leva até ir ao banco para fazer pagamentos, efetuar cobranças, emitir notas fiscais, ajudar na produção e tantas outras que por falta de colaboradores acaba se envolvendo com essas tarefas. Não significa que são tarefas sem importância, mas que podem ser delegadas para que o empresário possa ocupar-se com atribuições relativas a ele.
Sabe-se que numa pequena empresa não há funcionários e departamentos para todas as atividades e acaba tendo o empresário que desempenhar um pouco de tudo, tais como precificação dos serviços, marketing, finanças, novos investimentos, contratação e desligamento de colaboradores, entre outras. No entanto você é apenas um e deve eleger as atividades de gestão da empresa para si e delegar ao máximo as demais tarefas. Diariamente, também, é necessário ter um tempo para pensar, pois é nesses momentos que é possível dar um grande salto. Como diz o ditado popular quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro.
Imagine que no avião todos os tripulantes ocupem-se com as mesmas coisas e não há um comandante. Será que o passageiro (cliente) se sentirá seguro e satisfeito? Certamente que a satisfação do cliente está ligada ao bom atendimento, organização e a certeza de que são profissionais que estão à frente de cada uma das tarefas. O comandante é aquele que supervisiona para que todas as tarefas sejam bem desempenhadas, estando atento para antecipar os problemas para que o cliente além de satisfeito seja surpreendido.
Assim é que o comandante, digo o empresário, deve conduzir seus negócios. Então repense com quais atividades deseja ocupar-se na empresa. Delegue e se necessário contrate mais colaboradores para que sobre tempo pensar, planejar e ajustar o rumo do avião.

Gilmar Duarte (18/03/2012)

domingo, 11 de março de 2012

Precificação de um serviço, mercadoria ou produto.


Quais são os segredos da precificação?
Primeiro é necessário definir este termo, que segundo Thomas Nagle “precificar é pensar e agir de maneira estratégica como uma tática para calcular o preço de venda, pois esta é a alma do negócio”.

Sim existem alguns segredos para a precificação, mas que podem ser facilmente desvendados, com o estudo dos fundamentos de custos e marketing, pois simplesmente colocar um preço é como quando sente uma dor tratá-la sem consultar um profissional que solicite exames para diagnostico preciso. Conhecimento das técnicas são ferramentas para a execução de qualquer tarefa.
Na política da precificação devem ser considerados os seguintes enfoques:
   Preço baseado nos custos;
   Preço baseado na concorrência; e
   Preço baseado no valor percebido pelo cliente.

Custos - É a forma mais utilizada e apesar de um tanto complexa é mais fácil de aplicabilidade do que o enfoque do valor percebido pelo cliente. É necessários conhecimentos de contabilidade de custos para determinar o que é custo fixo, variáveis e despesas fixas. O critério a ser adotado para o rateio das despesas fixas é de fundamental importância, para que um produto, mercadoria ou serviço não sejam prejudicados no desempenho comercial.

Concorrência - Esta é a forma mais simples para ser praticada, pois apenas é necessário pesquisar os preços na concorrência e adotá-los. No entanto é a mais perigosa, pois não são conhecidos os critérios adotados e mesmo que soubesse o custo do seu concorrente pode não ser os mesmos para outra empresa. Ao utilizar apenas esta forma de precificação nunca saberá onde está pisando.

Valor percebido - Saber qual é o valor percebido pelo cliente exige pesquisa junto a eles e entender quais os benefícios que são enxergados no serviço, produto ou mercadoria e quanto estão dispostos a pagar. Seguem dois exemplos:
Qual é o valor percebido pelo cliente que deseja adquirir uma caneta? Sabe-se que o preço de uma caneta pode variar de R$ 1,00 até R$ 1.000,00, e provavelmente ainda valores mais alto. Este cliente que está comprando a caneta deseja que ela escreva suavemente até que termine toda a tinta, que não quebre e será utilizada pelos seus funcionários no trabalho. Com base nestes valores e através da pesquisa concluiu-se que ele está disposto a pagar pela caneta até R$ 1,50.
Qual é o valor percebido pelo cliente no caso da prestação de serviço para fazer a DIRPF de uma pessoa que tem muitas propriedades, criação de gado, indústrias e investimentos na bolsa de valores? Talvez o cliente espere que o profissional tenha conhecimentos para reduzir o imposto a pagar, atenda com muita atenção e cortesia, possua instalações confortáveis com ar condicionado e cafezinho, tenha boas referencias e durante todo o ano lhe dê atenção se necessário. Com base nestas informações, bem como com base nos custos será possível determinar o preço de venda e saber se trará o lucro almejado.
Então de acordo com os valores que o cliente reconhece como importante é que permite um preço diferenciado.

Conforme já mencionado acima deve precificar considerando os custos e a margem de lucro esperada, mas é fundamental a análise do preço praticado pela concorrência e o valor percebido pelo cliente, pois assim conseguirá fazer a precificação mais acertadamente.

Gilmar Duarte (11/03/2012)

domingo, 4 de março de 2012

O empresário contábil terá espaço no futuro?


No século XV o comercio sentia a necessidade de mais informações para gerir seus negócios e o monge Lucas Paccioli que já cuidava dos números da igreja Católica escreveu um capitulo sobre a contabilidade num livro que se tornou grande sucesso e o frei foi reconhecido como o pai da contabilidade. De lá para cá se passaram apenas 5 séculos e muita coisa mudou. A contabilidade fez uso de todas as transformações, especialmente a informática. Agora o contador disponibiliza muito mais informações e com uma velocidade espetacular, que contribui para pessoas do mundo inteiro tomar decisões.

A cada ano que passa a velocidade com que tudo se transforma é bastante grande e a profissão ou o profissional que não acompanhar ficará para traz e certamente deixará de existir ou competir.

Alguns visionários prevêem que a profissão contábil deixará de existir. Há 20 anos os desenvolvedores de software faziam os programas com poucos recursos e com muito trabalho e a previsão era que esses deixariam de existir, pois os computadores seriam adquiridos com todos os programas já instalados. O que aconteceu? Nunca houve um tempo como agora que faltem tantos profissionais da informática. Empresas pagam altos salários por eles. Muitas empresas se especializam no desenvolvimento de softwares, inclusive pequenas empresas. Mas, e a previsão dos visionários? Em minha opinião eles acertaram, pois aquele tipo de profissional não existem mais. Muita coisa mudou e conheço diversos programadores que não acompanharam e tiveram que trocar de profissão, mas conheço tantos outros que estão muito bem, alguns se tornaram empresários e ofertam vagas para programadores e analistas.

Assim será com a nossa profissão, teremos que ficar bastante atentos as transformações, estudar, mudar sempre que for preciso e assim teremos sucesso. Nos dias de hoje há países que importam contadores, devido a falta deste profissional, e aqui no Brasil as nossas empresas contábeis tem a necessidade deste profissional e nem sempre os encontra.

Empresários, dizer que a contabilidade é a profissão do futuro é incorreto, pois já está em destaque e a cada dia cresce mais ainda.  O contador é um profissional que gosta de trabalhar, lê muito por necessidade e também por que gosta, participa constantemente de treinamentos, nunca teve tantos congressos com grande participação dos contadores. Então me digam como pode uma profissão de relevância com profissionais talentosos e atentos deixará de existir? Certamente que o empresário contábil tem espaço reservado no futuro!

Gilmar Duarte (04/03/2012)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Universidades preparam o contador para ser um empresário?

Último ano de faculdade, provas e mais provas, trabalho de conclusão, suspense, até que recebe a noticia que passou. Então começam as comemorações e enfim o dia da formatura com lindos discursos, emoções, despedidas e as vezes recebe um anel de formatura de presente. Ufa ... agora terminou, estou formado.

Estou preparado para o mercado? A Proposta da universidade foi de encontro com aquilo que o mercado está exigindo? Aproveitei todas as oportunidades oferecidas para qualificar-me?

Todos estes questionamentos serão colocados em teste, mas uma pergunta especial pode ser feita. Preparei-me para ser um contador ou para ser um empresário contábil?

Um empresário contábil precisa ter uma preparação complementar, pois é necessário ter conhecimentos da gestão dos negócios.


Algum tempo atrás meu filho, que tinha 12 anos, disse que queria ser veterinário. Então perguntei o que o motivou para fazer esta opção e ele respondeu que gosta de animais e é uma forma de unir o útil ao agradável. Perguntei se ele iria atuar como empregado ou tinha outras metas. Após pensar um pouco informou que pretendia, assim que possível, constituir um pet shop, pois é possível que tivesse uma remuneração melhor.

Segundo Filion "Um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões", portanto uma pessoa versátil.

Muitas pessoas constituem uma empresa por que sabem fazer muito bem um determinado trabalho, mas não estão preparadas para ser empresários, que de acordo com muitas pesquisas do Sebrae mais de 60% quebram em até três anos.  Esta deficiência o contador também poderá ter, se durante os anos de preparação na faculdade não buscar informações e ir se preparando, pois é bastante comum o contador aventurar-se com sua própria empresa prestadora de serviços contábeis.

Gilmar Duarte (28/02/2012)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

É trabalhoso controlar o tempo aplicado no cliente!

Não se iluda que conseguirá bons resultados com tarefas simplistas, pois o que é muito simples todos já fazem e o resultado não será diferente.

Controlar o tempo para que ele seja bem aproveitado é o objetivo de quase todos, porém nem sempre sabe como, ou ainda devido a exigência da disciplina faz com que desistam facilmente.

Medir as tarefas é fundamental para que se possa aprimorá-la. Conhecer todas as etapas, o tempo que é consumido e posteriormente a analise, a comparação e enfim o aprimoramento.

Na atualidade em que os preços são reduzidos constantemente em função da concorrência é necessário o acompanhamento bem próximo, pois a melhoria em uma etapa, consumindo menos tempo pode ser a formula para reduzir uma parcela significativa dos custos e consequentemente obter um resultado melhor ou oferecer um preço mais competitivo para conquistar uma fatia maior do mercado.


Gilmar Duarte (19/02/2012)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Diretores do SESCAP-PR se reúnem em Guarapuava

Tìtulo


Diretores do SESCAP-PR se reúnem em Guarapuava
Livro e software sobre metodologia de precificação de honorários contábeis e atividades que serão realizadas neste ano estão na pauta do encontro
                                                                    
        
     


Diretores do SESCAP-PR de todo o Estado e a Comissão de Precificação de Serviços Contábeis (Copsec) estão reunidos nesta sexta-feira, dia 10, em Guarapuava, para discutir o andamento dos trabalhos que vem sendo realizados pela entidade no Paraná.



No período da manhã, a Copsec, composta por diretores e associados ao SESCAP-PR de Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, finalizou os detalhes para o lançamento do livro “Honorários Contábeis – Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”, que tem o apoio do SESCAP-PR e é de autoria do contador e especialista em Finanças, Gilmar Duarte da Silva, e de um software com metodologia para calcular os custos dos honorários contábeis no Paraná. Prático e de fácil administração, o programa precifica a hora vendida, controla o tempo dos colaboradores aplicado no atendimento ao cliente, além de oferecer diversas opções de relatórios. Estes dois produtos serão apresentados durante o 1º Enescopar, que ocorre nos dias 1º e 2 de março, no hotel Bourbon, em Curitiba. “O software, que dimensiona os custos contábeis, é uma ferramenta produzida por empresários que vivem o dia-a-dia da contabilidade, por isso está sendo aguardado com grande expectativa pelo setor”, disse o presidente do SESCAP-PR, Mauro Cesar Kalinke.



Participaram da reunião, Fernando Antônio Braz, Gilmar Duarte da Silva, Luiz Fernando Ferraz, Michel Vitor Lopes, Miriam da Silva Braz, Vitório Sikora, Luiz Carlos Tiossi e o presidente Mauro Cesar Kalinke, que fez a abertura do encontro.

Planejamento
Agora à tarde, está ocorrendo a primeira reunião de diretoria de 2012. O presidente do SESCAP-PR está coordenando o encontro que discute os trabalhos em andamento e os que ainda serão realizados, tanto em Curitiba, quanto nos escritórios regionais. Dentre eles, programas de capacitação, cursos, palestras, seminários, campanhas e parcerias.
                                           
Assessoria de Comunicação SESCAP-PR - Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Paraná.
(41) 3222-8183
 
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10/02/2012

Jornalista Responsável: Adilson Faxina
Assistente Editorial: Cibele Michelin

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Lançamento do Livro

No dia 02/03/2012 foi o lançamento do livro no ENESCOPAR em Curitiba, e em 23/03/2012 na cidade de Maringá. A comercialização será efetuada somente através deste Blog.